25 setembro 2007

Viva o meu Mestre.

Fui convidada pelo senhor Inspector do Cattani, meu Mestre, para estagiar neste "O Polvo das Taipas".
Assim, vou investigar pequenos crimes e tudo o mais, que o Mestre mandar.
Precavenham-se, que não darei tréguas.

Toda vossa A Gata Triste.

23 setembro 2007

Magalhães e Veiga encenaram defesa de Taipas a Concelho

Uma das principais razões de ser deste blogue é pôr a nu os tentáculos de um polvo que atinge todos os quadrantes da sociedade taipense (preferíamos pôr a nu a Soraia Chaves, mas normas de decoro não o permitem).

Vem isto a propósito da mais recente polémica nas Taipas: a defesa do concelho por parte de Constantino Veiga e o anúncio do reforço da GNR nas Taipas por parte de António Magalhães.

As nossas investigações conduziram a resultados surpreendentes (que poderemos mais tarde desmentir, mas que agora apresentamos como verídicos): as declarações de Constantino Veiga foram orquestradas em conjunto com António Magalhães, só para que se conseguisse o reforço do contingente da GNR. E os responsáveis da GNR caíram que nem uns patinhos (!)

A preparação deste processo é bastante longa e teve origem nas últimas eleições autárquicas. António Magalhães, nessa altura, terá convidado Veiga para encabeçar a lista do PS às Taipas (algo que finalmente se confirma, graças a este blogue!). O passe de Veiga, que até então estava na posse da CDU, tinha acabado de ser comprado pelo PSD, com quem Veiga tinha um acordo de cavalheiros. Para não faltar ao acordo (como é seu apanágio), Veiga terá proposto a Magalhães manter a candidatura pelo PSD. O PS teria apenas que perder as eleições e ambos iriam fingir que estavam de relações cortadas (tendo também sido combinado que, para tornar a história mais verídica, Magalhães iria recusar receber Veiga numa reunião na Câmara logo após as eleições).

Passariam então alguns anos de mandato, com ambos os partidos a trocarem acusações e a fingirem um relacionamento azedo.

Finalmente, Veiga apareceria nos jornais a defender um concelho das Taipas, como forma de resolver o problema dos assaltos (o próprio líder do MTAC iria mudar-se para S. João de Ponte, precisamente para fingir ter desistido do movimento e dar maior visibilidade a estas declarações de Veiga).

Numa última jogada de bastidores, António Magalhães teria que se reunir com a GNR e conseguir a promessa de reforço dos efectivos, precisamente com o argumento de que, se assim não fosse, se iniciariam movimentos terroristas por partes dos defensores da cisão do concelho, com cortes de estradas e de pontes, com o corte do abastecimento de água a Guimarães ou mesmo com o envio de postais (com a praia fluvial com banhistas) armadilhados, o que traria muito mais trabalho à GNR (este último argumento foi decisivo).

A GNR cedeu e o objectivo desta operação foi totalmente conseguido (soubemos que Magalhães e Veiga terão almoçado um belo arroz de pato este fim-de-semana em terreno neutro - num restaurante da Falperra -, precisamente para celebrar o enorme sucesso deste maquiavélico plano).

Tentámos obter reacções por parte dos responsáveis máximos da GNR das Taipas, mas tal foi impossível, já que estes se encontravam a ouvir o relato do Benfica no auto-rádio do camião (aqui está: como resultado colateral da investigação descobrimos também porque é que o camião está parado à porta da GNR!).

22 setembro 2007

Punha as Taipas num "piercing"

Seria impossível um melhor começo para este blogue. Depois de umas horas de viagem, desde as Taipas ao Convento de Santa Clara, conseguimos chegar à palavra com a gerência. António Magalhães concedeu-nos cinco minutos do seu tempo para nos revelar em primeira mão o seu mais recente plano para as Taipas. Depois de em 1996 ter afirmado ao jornal local que punha as Taipas num brinquinho, Magalhães garantiu-nos:"Vou pôr as Taipas num piercing, daqueles que se usam no umbigo".

As razões, explicou, são várias: "em primeiro lugar nunca consegui que essa história do brinco se concretizasse e acho que manter uma promessa aos taipenses por mais de dez anos é capaz de não colar; em segundo lugar, um piercing é um sinal de modernidade e em qualquer discurso político de hoje, convém usar alguns chavões, como modernidade; por fim, vai fazer com que as pessoas fiquem sem saber muito bem o que eu quero dizer e demorem mais dez anos a perceber que isto não tem qualquer significado".

Magalhães, antes de nos desejar o maior sucesso para este blogue e de nos dar uns sudokus para ajudar a passar o tempo no regresso, teve ainda tempo para nos justificar a escolha do umbigo: "Adoro olhar para o meu!"