21 janeiro 2008

Homenagem de Magalhães a Frei Constantino João

Acabámos de descobrir que António Magalhães envolveu-se pessoalmente na escolha dos dois eventos que a Biblioteca Raúl Brandão vai promover, esta semana, na sede da junta de freguesia das Taipas (ambos já noticiados pelo Reflexo e pelo Vilas das Taipas, este último já avisado para deixar este tipo de investigação para quem sabe do ofício).

Magalhães sugeriu aos responsáveis da biblioteca que num dos dias fizessem um teatro de fantoches. “É uma forma de mostrar à pequenada a fantochada que tem sido a relação institucional entre junta e câmara”.

Mas, em voz baixo, possivelmente para nós não ouvirmos, disse também à directora da biblioteca:
“Estive a pensar que a história que melhor espelha o início do mandato do sr. presidente da junta das Taipas é a do Frei João Sem Cuidados. Além disso, temos a feliz coincidência dele se chamar Constantino João!”, gracejou.

Já em relação à escolha do conto “Sou Especial Porque Sou Eu”, António Magalhães disse que tirássemos as nossas próprias ilações e que mais não diria.

Claro que não poderíamos ficar por aqui e destacámos um agente para esta investigação.

E, como tem sido hábito (neste caso até poderia ser o hábito do Frei Constantino João) chegámos ao cerne da questão.

Descobrimos a sinopse do conto na página webboom, trocámos o nome Ivo (o herói da história original) por Constantino e tudo se esclareceu:

O Constantino está triste. Os seus amigos dizem que é demasiado pequeno para ser capitão pirata e pouco forte para ser um leão, o rei da selva. Mas a mãe do Constantino diz que pode ser igualmente divertido ser marinheiro que trepa ao mastro, ou um macaco que se balança nas árvores! O Constantino pode ser tudo o que quiser...

Esta é uma belíssima história sobre um menino que apenas com um grande imaginação consegue transformar a rejeição em triunfo!


E esta... malandro do Magalhães...

17 janeiro 2008

S. Tomé e S. Cláudio estudam fusão

No seguimento da notícia anterior, descobrimos mais um boato infundado (ou talvez não) que queremos adiantar: S. Tomé de Caldelas e S. Cláudio de Barco terão reunido esta manhã para analisar uma possível fusão das duas freguesias.

Considerando a alta do petróleo e a crise que assola os EUA, os dois administradores estudam uma parceira estratégica que deverá resultar em economias de escala e ganhos para ambas as empresas.

“O novo grupo a criar tem já alguns activos comuns, nomeadamente o AvePark e o Barco Rock Fest, pelo que a fusão faz todo o sentido”, disse-nos S. Cláudio.


Confrontado com a pergunta sobre qual o nome a atribuir à nova entidade que resultará da fusão, S. Tomé disse que houve unanimidade na escolha de Taipas. “Uma vila, duas freguesias”, acrescentou sorridente.


Soubemos ainda que a fusão poderá dar origem a despedimentos, estando entre os nomes apontados quase toda a equipa de Constantino Veiga, actualmente a dirigir os destinos de uma das empresas.

Quanto às listas concorrente para a nova administração, para além de uma liderada por Américo Freitas, soubemos que é ainda possível que a lista derrotada esta terça-feira na assembleia geral do Millennium BCP se apresente também a votos.


As acções de ambas as empresas encerraram a sessão de ontem em alta.

10 janeiro 2008

De corveta (da marinha de guerra) às Taipas

Depois do “de Barco às Taipas” eis que mais um blogue surge no panorama cibernético da região.

Vai chamar-se “de corveta (da marinha de guerra) às Taipas” e nós, chegando com os nossos tentáculos aos mais recônditos espaços políticos (e não só), conseguimos ter acesso à sua primeira versão, ainda por publicar.

No seu primeiro post, o blogue começa por mostrar, por a+b, que o AvePark (o chamado Parque de Ciência e Tecnologia das Taipas) fica efectivamente em Barco.

Depois, comprova-se por x+y que o Movimento Artístico das Taipas é apoiado pela junta de freguesia de Barco para organizar o Barco Rock Fest.

O cálculo seguinte mostra que o Rio Ave passsa por Barco antes de passar pelas Taipas.

Depois, demonstra-se que até a Nossa Sra. dos Remédios, que antigamente vinha para as Taipas às quartas-feiras e por cá ficava alguns dias, chega agora à sexta à noite, para regressar rapidamente a Barco, Domingo no fim do almoço.

Por fim, relembra que José Machado, Pároco de Barco, ganhou as eleições nos Bombeiros Voluntários das Taipas, numa lista contra Carlos Remísio.

Tudo isto termina com o somatório de todas as equações anteriores para mostrar um resultado que só quem andasse desatento é que ainda não teria percebido:

O blogue “de corveta (da marinha de guerra) às Taipas” será a rampa de lançamento para o ataque e tentativa de conquista da junta das Taipas por parte de Américo Freitas, actual presidente da junta de S. Cláudio de Barco.

Escutas telefónicas registam primeiras reacções

Circulando no meio político taipense, este boato motivou algumas reacções que os nossos agentes gravaram, graças á utilização de complicados mecanismos de escuta ilegal.

José Luís Oliveira pegou na caneta, sentou-se à secretária e preparou um ataque político a Américo Freitas, terminando com “e se eu me quiser recandidatar?”.

Ângelo Freitas, líder do MTAC a viver em S. João de Ponte, terá gritado “porra... o Carlos Marques bem me dizia para eu ir, como ele, viver para Barco”.

Já Capela Dias fez tocar a rebate os sinos da Igreja Velha, juntando os seus camaradas e perguntando: “esse Américo tem algum irmão com carrinhas para vender? É começar já a investigar!”

Constantino Veiga – que não cumpriu nenhuma promessa eleitoral, porque as estava a guardar para quando fosse presidente da Junta eleito pelo PS – pegou na calculadora, carregou numas teclas, confirmou as contas e desabafou: “Isto está a bater tudo certo... mas quem diria... o Américo... amigo de copos de Braga... será que só me resta um noves fora, nada?”

06 janeiro 2008

Lucky Luke Oliveira no Oeste Minhoto

Depois de ter mudado para um papel que suja as mãos, o Reflexo pretende continuar a sua estratégia de agressividade comercial, com a oferta de papel químico, azul e preto, óleo para correntes de bicicletas e canetas, daquelas em que a tinta se escapa para os dedos e para o bolso da camisa.

Soubemos também que, em meados do ano, o Reflexo irá oferecer cubos em pedra para evitar estacionamentos abusivos (uma marca das Taipas, juntamente com as cutelarias e os kiwis) e que, já perto do final de 2008, será editado o primeiro livro da colecção Heróis da Banda Desdenhada.

A primeira história desta banda desdenhada contará as aventuras e desventuras de Lucky Luke Oliveira, o cowboy que dispara ataques políticos mais rápido que a sua sombra.

Esta aventura começa com as eleições para o cargo de xerife duma pacata vila do Oeste minhoto. Lucky Luke Oliveira perde as eleições para um dos irmãos Dalton (o Daltino), acusado de ser um forasteiro e de não manter boas relações com o marshal do concelho.

O marshal procura então isolar a vila e confia a Lucky Luke Oliveira a responsabilidade pelo saloon (no qual não se pode servir álcool, mas apenas uma água quente com um cheiro esquisito), entre outros motivos para que ele se tornasse mais popular e pudesse conquistar o cargo de xerife em futuras eleições.

Os duelos são constantes e Daltino é acusado de não cumprir as promessas e de atrasar o desenvolvimento de Taipas City. Algo a que Daltino responde com a organização de majestosos bailes nos quais afamados pianistas e vistosas coristas animam a população local.

Lucky Luke Oliveira, apesar de disparar mais rápido que a sua sombra não consegue ganhar tantos duelos como gostaria, até porque Daltino dispara em todas as direcções. Isso faz com que o marshal... bom... é melhor não estragar a surpresa, pelo que não vamos contar o que se passa até ao final da história. Recordamos só que, em todas as aventuras deste herói, no final ele monta o seu cavalo e parte em direcção ao pôr-do-sol a cantar “I’m a poor lonesome cowboy”, que é como quem diz, “sou um pobre cavaleiro solitário".

28 dezembro 2007

Bolo-rei coloca Magalhães no Governo

Com uma remodelação governamental à porta conseguimos obter, como é já habitual, informações muito para além das acessíveis aos comuns mortais.

Movendo os nossos tentáculos, conseguimos saber em primeira mão que Manuel Pinho está mesmo de patins calçados. Inicialmente aventou-se a hipótese de substituir Carlos Santos Ferreira na CGD. Logo a seguir falou-se no lugar de seleccionador da equipa nacional de hóquei. Mas ambos os cargos foram já ocupados, pelo que a Pinho resta um lugar como aromatizador para automóveis, daqueles que se penduram no espelho retrovisor, substituindo o tradicional aroma a lavanda.

Mas a notícia que mais interessa é a que dá nota do seu substituto. E aí, estamos em posição de avançar que será, nada mais nada menos, António Magalhães que, ao comer uma fatia de bolo-rei, neste Natal, descobriu um brinde que lhe dizia: “Porreiro, pá. Saiu-te o brinde do ministro. Anda governar connosco”.

Aliás, num conselho de ministros informal realizado esta manhã (onde se ensaiaram umas reizadas a cantar ao presidente da República), Manuel Pinho ja não compareceu e, em seu lugar, encontrava-se António Magalhães, em amena cavaqueira com a ministra Isabel Pires de Lima, que lhe disse: “para a próxima pode deixar a gravata em casa, que o Sócrates é um modernaço” (não sabemos, no entanto, se isto tem a ver com a forma de vestir do PM ou se é ainda uma piada ao suposto curso de engenharia do nosso primeiro).


Magalhães em baixo à direita, com gravata; Pinho já não compareceu


Entretanto, ficamos também a saber que o bolo-rei no qual saiu o brinde a Magalhães foi confeccionado em S. João de Ponte, numa pastelaria muito concorrida, na qual se formam longas bichas, para adquirir este alimento dos Angelos.

Este facto levanta suspeitas sobre se terão sido mesmo membros do Governo a colocar o brinde no bolo-rei ou se esta terá sido uma acção terrorista desencadeada pelo MTAC, com o objectivo de afastar Magalhães de um dos vértices do agora famoso "quadrilátero do distrito".

12 dezembro 2007

Sopa do Calhau

A gastronomia da região está a ficar cada vez mais rica. Depois da Salada das Taipas eis que um grupo de conceituados “chefs” se preparam para apresentar a Sopa do Calhau.

Inspirada na conceituada Sopa da Pedra de Almeirim e nos calhaus arremessados pelo presidente da Câmara de Guimarães e pelo presidente da Junta das Taipas (a palavra “calhau” é dos próprios), a receita agora criada está guardada a sete chaves, para ser apresentada no dia do prometido abraço entre os dois autarcas.

Mas como seria de esperar (e até para não desesperar pela espera), já temos uma cópia da receita em nossa posse, que passamos a divulgar:

Depois de previamente aquecido com algumas achas lançadas para a fogueira, pelos blogs da região, pega-se num tacho e coloca-se lá um presidente da Câmara maduro e uma aposta na centralidade. Tempera-se com projectos milionários para o centro da cidade e deixa-se alourar.

Acrescenta-se depois um presidente da Junta fresquinho – e respectivos braços direito e esquerdo – e um punhado de promessas congeladas (as promessas devem deixar-se descongelar lentamente... tipo um mandato completo).

Depois, deve esconder-se o tacho longe dos olhares da oposição, não vá o diabo tecê-las. Essa oposição deverá ser agressiva e destrutiva q.b..

Para quem gosta de comida insossa, deverá colocar-se, num tacho à parte, um candidato derrotado, a marinar em água termal.

Deve servir-se com uma versão “à capela” – e num ambiente sem luz – da música imortalizada pelo pequenito Saúl: “O calhau, quer alho”.

08 dezembro 2007

Anatomia de Veiga

As primeiras reacções à entrevista de Constatino Veiga à edição em papel do Reflexo não se fizeram esperar: o “Sr. Abreu” não gostou que Veiga dissesse que ele era o seu braço braço direito e o seu braço esquerdo.

“Não é que isso não seja verdade”, disse Abreu a um dos nossos investigadores. “A questão é que, para além dos dois braços, eu sou também o bigode de Veiga. E ele deveria tê-lo referido na entrevista”, disse-nos um Abreu desgostoso.

Pelo que apurámos, a carta de Quim Barreiros à Junta de Freguesia referia que era graças ao bigode de Veiga (“parecido com o meu”) que aceitaria abrilhantar as festas do próximo ano. Ora Abreu, sentindo-se responsável pela vinda de Quim Barreiros às Taipas acha que o mínimo que Veiga poderia fazer era reconhecer isso publicamente no jornal.

No mesmo parágrafo da entrevista, Veiga afirma que “o presidente, o sr. secretário ou o sr. tesoureiro não comeram o dinheiro”, facto que foi considerado como possível por Abreu, que no entanto afirmou não ser ele a boca de Veiga. “Não sei quem comeu o quê, pelo que a este respeito falo apenas por mim”, concluiu.

Por fim, José Luís Oliveira vai solicitar à Assembleia de Freguesia a abertura de um inquérito para apurar quem é o nariz de Veiga, já que, segundo o presidente da Turitermas, “quando levou uns investidores a visitar as Termas, Constantino Veiga meteu o nariz onde não era chamado e é imperioso apurar responsabilidades”.

Outras reacções irão certamente surgir e nós lá estaremos para as recolher. Mantenham-se atentos.