04 dezembro 2008

Ministro abananado com potecial dos kiwis da região

O ministro da Agricultura, Jaime Silva, esteve esta quarta-feira nas Taipas, visitou uma plantação de kiwis, ficou impressionado e disse que este sector é dos mais promissores em termos de exportação na agricultura portuguesa.

Ricardo Costa veio já a público dizer que foi ele quem plantou todos os kiwis dos arredores; Constantino Veiga diz que tem um investidor para uma nova plantação de kiwis, que ocupará as Termas, os Banhos Velhos, o Parque de Campismo e a Piscina; António Magalhães diz que vai apoiar as Festas Taipolinas e que o kiwieiro pode ser enterrado na rotunda à entrada da Vila, que ele irá arranjar e que tentará inaugurar com pompa antes das eleições.

Pode reler um post do ano passado sobre as Festas Taipolinas clicando aqui aqui.

Pode ver a notícia sobre o kiwi do Ministro da Agricultura clicando aqui.

02 dezembro 2008

Boatos

Alteração do Local do Jantar Convívio

Recentes aquisições do grupo “Por Amor às Taipas” levam a informar que o jantar convívio do CDS-PP, tendo ultrapassado, para baixo, o número mínimo de inscrições, foi alterado para o Bar do Ténis.


Tony Carreira Política

No carrilhão da Igreja Velha passará a ouvir-se, em breve, a melodia da música:
Ai destino, ai destino
Ai destino tão cruel
Ai destino, ai destino
Ai destino infiel


Batalha Naval

Reinicia amanhã uma batalha naval, da qual se esperam alguns tiros no porta aviões, mas muitos tiros ao lado (ou ao largo).


Sabedoria polvolar

Água mole em pedra dura tanto dá até que fica tudo na mesma. Mas há quem vá tentando.

16 novembro 2008

“Eu sou a viga do PSD das Taipas”

Com os investigadores entretidos a descobrir quem são as autoras do hino do PSD e do PCP (resultados a "postar" brevemente), aproveitamos para colocar online a entrevista a Armando Marques, originalmente publicada na edição de Novembro do jornal Reflexo.

Depois da entrevista a Ricardo Costa, virámos à direita e apanhámos Armando Marques com os nossos tentáculos. Está no grupo dos políticos mais experientes das Taipas e é uma espécie de José Luis Arnaut dos pequeninos. É o homem na sombra.

Armando, deixe-me dizer-lhe que é uma honra estarmos a entrevistá-lo e que seria uma honra ainda maior tê-lo nas nossa fileiras. Achámos que o seu perfil se enquadra no perfil do Polvo.
Obrigado. Mas não vamos desenvolver esse tema. Sugiro que avancem.

De acordo. Podemos apelidá-lo de “viga do PSD local”?
Considerando o meu histórico político e profissional, julgo que sim... posso ser considerado a viga. Embora pilar fosse um nome mais bonito.

Viga é uma palavra muito próxima de Veiga. Há aí alguma ligação com a passagem de Constantino Veiga do PCP para o PSD?
Efectivamente há. Precisava de alguém com um nome que confundisse as pessoas sobre quem seria o presidente da junta... se seria Viga ou Veiga...

E então convidou o Constantino Veiga...
Não. Convidei a Mafalda Veiga. Mas como ela andava enrolada com o João Pedro Pais e com concertos e tal, a alternativa foi ir buscar o Constantino ao PCP.

E está a resultar ter um arquitecto a trabalhar consigo?
Totalmente! Neste lógica da confusão, arranjei um arquitecto, mas quem arquitecta sou eu. É uma coisa tipo: há quem faça os projectos, mas quem vende o material sou eu.

Isso é de facto engenhoso.
“Arquitecturoso”!

Lemos há tempos, num comentário do Reflexo Digital, que o Armando tinha um penteado à Veiga. Isso também faz parte dessa estratégia?
Não! Vocês são mesmo uns incultos. O meu penteado é de outro estilo. É um penteado à José Veiga, não é à Constantino Veiga.

José Veiga?
O do futebol: Benfica, Vitorinha, Taipas... estão a ver?

Ah... lá está a tal promiscuidade entre a política e o futebol...
Não me fale nisso, que me lembra a traição do meu cunhado, que se passou para o PS...

Ou seja, o Armando teve que engolir um sapo...
Vocês não prepararam mesmo nada esta entrevista... ele é meu cunhado porque é casado com uma minha irmã...

Desculpe. Diga-nos Armando: se fosse presidente da junta...
... Mas não sou?!?

É?
Quer dizer... em teoria de facto não sou.

Vamos então reformular a pergunta. Diga-nos Armando: se também em teoria fosse presidente da junta, quem convidaria para abrilhantar as próximas festas de S. Pedro?
O Armando Gama.

O Armando Gama?
Se gamo? Cuidado com as insinuações! Quem abriu o inquérito fui eu.

Espere aí... nós estavamos a falar do autor da “esta balada que te dou”...
Mas eu prefiro falar antes da “Balada de Hill Street”, aquela série da televisão dos ladrões e polícias que abrem inquéritos.

Bom... isto está a ficar um bocado confuso e não sei se os leitores nos estarão a perceber.
Tanto melhor. Já lhes disse... o que é preciso é que não se perceba bem... manter a coisa confusa. E abrir inquéritos!

Já se viu que o Armando quer puxar o tema do inquérito. Vamos a isso então. Explique-nos lá o que se está a passar.
Estamos a fazer um inquérito administrativo para saber como andam as contas.

Mas, sendo o senhor o tesoureiro, não é estranho as contas serem fiscalizadas por si?
Não estou a ver qual é o problema? Não se esqueça que eu sou a viga que aguenta toda aquela estrutura.

E quando é que se vai saber, afinal, o resultado de tal inquérito?
A seu tempo, a seu tempo. Vamos ver quem se candidata por quem e depois veremos. Para já ainda é cedo para escolher as listas.

Já agora, o que acha do PS ter já apresentado Ricardo Costa como cabeça de lista às próximas eleições.
Tem um factor positivo: já ficamos a saber que o Constantino Veiga não será o cabeça de lista do PS às próximas eleições.

E para o ano, além da presença de Armando Gama, vai haver mais alguma novidade para as Festas de S. Pedro?
A Lia Gama.

A Lia Gama? Mas a das telenovelas? Porquê?
A Lia Gama, sim. Porque, nessa altura, a novela do inquérito já estará terminada!

07 novembro 2008

Celina Dion, autora do hino da campanha do PS

Não foi só a imposição de quotas que trouxe Celina Dion para o palco da política local. A agora candidata, conhecida vedeta da música ligeira e que emigrou para França com a sua valise en carton na década de 60, foi convidada pelo primo Ricardo Celina Costa a regressar e a compôr e interpretar o hino da lista do PS.

Este hino - que é apenas um dos elementos da fortíssima campanha de marketing que está a ser preparada nos bastidores da lista - terá como título “rose greffés” (em português “roseira enxertada”) e fará alusão às recentes mudanças e enxertos que o partido da rosa sofreu recentemente nas Taipas.

Numas primeiras declarações recolhidas no final das gravações, Celina prometeu juventude, emoção, uma junta de freguesia mais asseada, um clube de croché e sessões da assembleia de fregusesia às 5 da tarde, porque, segundo diz, “há ali muita falta de chá”.

04 novembro 2008

O Polvo de Sande

Isto é que nós gostávamos, mas não temos engenho e arte para tanto.

A Igreja de Sande S. Martinho vai ter seis câmaras instaladas que, segundo a Agência Lusa, citada pelo Reflexo Digital, permitirão que cinco elementos do Conselho Económico da paróquia vejam tudo o que se passa no seu interior.

Assim, o pároco da freguesia vai poder confirmar se as penitências são ou não cumpridas na totalidade, vai poder controlar os atrasados crónicos e aqueles que saem na altura da Comunhão, ver com quanto é que cada paroquiano contribui para o ofertório e mesmo quem são os que, com a justificação de não terem trocos, deixam uma nota de 5 euros e retiram seis moedas de 1.

Com as câmaras e com o som que permitirá transmitir a missa de Domingo online, os cinco elementos vão poder ainda descobrir também online quem é que roubou as galinhas da vizinha, quem é que mantém casos extra-conjugais e quem é que pensa mudar de partido ou ir para presidente de um clube de futebol (ou as duas coisas em simultâneo).

O pároco de Sande S. Martinho afirmou não conhecer nenhuma situação idêntica a esta, o que está bem observado e terá razões de ser.

Uma coisa é certa: todas as preces serão ouvidas!


Para ver a notícia sobre o Big Brother de Sande clique aqui.

29 outubro 2008

Corram com os políticos

O Núcleo de Atletismo das Taipas – que recentemente teve um desempenho notável na Maratona do Porto – vai lançar este mês, nas Taipas, uma campanha com o nome “Corram com os políticos”.

Espera-se uma elevada participação por parte dos eleitores e aguarda-se, sobretudo, que haja uma grande adesão por parte dos políticos. Ao que tudo indica, o primeiro voluntário para esta campanha será Manuel Ribeiro, um político que já pertence ao NAT.

Para ver notícia sobre o desempenho notável, clique aqui.

21 outubro 2008

A verdadeira entrevista a Ricardo Costa

Entrevista publicada na edição de Outubro do Jornal Reflexo (para memória futura).


É provável que o leitor encontre outra entrevista a Ricardo Costa nas páginas deste jornal. Mas como o leitor é atento, rapidamente perceberá que esta não só é a verdadeira entrevista, como também é a que toca nos assuntos com mais interesse para si, em geral, e para o Polvo, em particular.

Diga-nos Ricardo, como é que tomou a decisão de dar à "costa" política taipense? (Gostou do trocadilho?)
Gostei muito do trocadilho. Eu verdadeiramente não decidi dar à costa. A costa é que decidiu que eu deveria ir lá dar. Não sei se me faço entender?

Por acaso não. Mas estes diálogos pouco claros são normais nestas entrevistas. Quer com isso dizer que prepararam a sua candidatura nas suas costas?
(Outro bom trocadilho. Parabéns!). Mais ou menos. Digamos que o meu nome foi proposto e aceite por quem de direito.

Está a falar do advogado?

Não, não. De direito, mas não desse direito, porque os advogados agora já riscam pouco. Refiro-me ao "Padrinho" Magalhães.

Ah... muito bem. E acha que um músico, como o Ricardo, pode ser um grande político?
Nas Taipas pode, claro. Se um político pode ser um grande músico (e agora saberá bem ao que me refiro), também um músico pode ser um grande político.

Essa piada já nós a fizemos no nosso blogue...
Eu sei, eu sei. Mas fique a saber que eu vou basear grande parte do meu programa eleitoral no seu blogue.

Ai sim? Muito obrigado. Mas porquê? Pelas boas ideias que lá encontrou?

Não. Por ser tudo ficção.

Está a querer dizer que o seu programa será ficcionado?
Todo, todo não. Mas uma grande parte sim. Primeiro, porque na realidade, uma junta de freguesia como a das Taipas pouco pode fazer. E depois porque, se ganharmos, achamos que não se deve cortar totalmente com aquilo que o executivo anterior fez.

Refere-se à ficção?
Sobretudo a isso, até porque pouco mais sobra. Aliás este gosto pela ficcção reforça aquilo que lhe dizia atrás: a vida artística anda muito ligada à vida política aqui nas Taipas. E esse é um ponto forte da minha candidatura.

Ter muitos artistas?
Sim. Temos alguns. Gostavamos de ter menos, mas sabe que nestas coisas nem todos os convites que fazemos são aceites. Eu diria mesmo que muitos convites não foram aceites...

Falou há pouco em não romper com o passado. Mas a sua lista corta algumas relações umbilicais com figuras que sempre estiveram ligadas ao PS taipense...
É verdade. Mas apesar de eu ser Costa, nunca andei às costas de ninguém. Aliás, nunca me pus às costas dos outros para subir na vida.

Está a pensar em alguém em particular?

Não, não. Até porque o meu relacionamento com o engenheiro é bom.

O Ricardo está também ligado à banca. Que mais-valia é que isso lhe trará, como presidente da Junta?
Para começar a Junta das Taipas está como o sistema financeiro internacional: na bancarrota. Além disso, conto estar mais à vontade na contabilização de facturas.

Como assim?
Por exemplo, comigo nunca estaríamos um ano e tal para depositar o dinheiro das cervejas. Eu levava logo o dinheiro para o banco e pronto. Até porque os depósitos ajudam a atingir objectivos.

O Ricardo sabe que um bom entrevistador tem que fazer perguntas incómodas. Por isso diga-me: o Ricardo tem irmãos com carrinhas em segunda mão para serem vendidas?
Por acaso não. Mas estou a ver onde quer chegar... a nossa actuação vai pautar-se por uma total transparência e respeito pelo erário público. Comigo será tudo pago com cheques do banco, nada de dinheiro vivo.

Parece-me que aqui há dois/três anos atrás também ouvi isso, da boca de um actual governante.
Claro. Todos ouvimos. Mas depois o povo esquece-se.

E o Ricardo depila-se no peito?
Desculpe, mas agora não estou a ver o alcance da pergunta...

Não tem alcance nenhum. É só para os leitores não adormecerem e voltarem a dar atenção à entrevista. Além disso, poderão pensar que há alguma marosca política relacionada com salões de estética ou algo do género. E isso faz com que esta entrevista ganhe interesse e alguma visibilidade.
Estou a ver...

Ainda no âmbito pessoal: o Ricardo acha que o facto dos seus progenitores viverem onde vivem fará alguma diferença?
Como assim...?

Ora bem... é perto da casa do actual presidente da junta…
Ora, por favor. Aliás quero dizer-lhe que tenho o melhor relacionamento com o arquitecto.

Tem?
Claro! Temos coisas em comum. Ele é colega e grande amigo do arquitecto Nuno. E eu também. Somos ambos bons na música.

Ricardo: quer deixar uma última mensagem aos eleitores das Taipas?
Não acreditem em tudo o que lêem.